Motivos de animais de inspiração geométrica: de izda. a dcha.: cão, galo, camelo.
Representam o gosto particular de um artesão ou as tradições de uma tribo.
Estes tapetes são ornamentados com elementos lineares (linhas verticais, horizontais e oblíquas). O desenho é muito simples e muitas vezes formado pela repetição de um mesmo motivo. Os desenhos geométricos são encontrados geralmente nos tapetes dos nômades, das pequenas cidades da Anatólia e do Cáucaso. Os motivos geométricos são transmitidos de geração em geração, e é fácil reconhecer a que tribo pertencem.
Boteh, um dos motivos mais conhecidos empregados na Pérsia.
São resultantes da evolução da arte islâmica, a que pertencem.
Os primeiros tapetes com desenhos florais foram criados na era dos Safávidas, e mais concretamente a partir do xá Tahmasp (1523-1576), para satisfazer os gostos dos Safávidas. A diferença entre os tapetes dos nômades e os florais deve-se ao papel do 'mestre' (ostad). Ele é quem desenha o cartão que será reproduzido pelos atadores. Os desenhos dos tapetes dos nômades são transmitidos pela tradição.
Os motivos do campo são um desenho repetido até ocupar toda a superfície do campo. Os mais conhecidos são os seguintes:
Os motivos da borda são os que adornam as laterais do tapete. Os mais conhecidos são os seguintes:
Os motivos de ornamentação são desenhos destinados a completar a ornamentação do campo e a borda. Encontramos os motivos seguintes:
As inscrições e as datas aparecem nas bordas de certos tapetes e são inscrições diversas: versículos do Alcorão, versos, dedicatórias, datas de fabricação, menção do lugar de produção, etc.
O tapete sempre cumpriu no Oriente uma dupla função, prática e simbólica, cujo sentido na atualidade se perde às vezes. Constitui um espaço mágico onde as bordas representam os elementos terrestres erguidos na defesa do campo, habitado pela esfera do universo e do divino.
Um dos ornamentos mais comuns é a árvore, árvore da vida, que representa a fertilidade, a continuidade, e serve de ligação entre o subsolo, a terra e o divino. Este motivo totalmente pré-islâmico é representado, muitas vezes, nos tapetes de oração persas.
As nuvens, que sob uma forma muito estilizada podem converter-se em trevos, simbolizam a comunicação com o divino e a proteção divina. O medalhão central representa o sol, o divino, o sobrenatural. Em alguns tapetes, os cantos repetem os motivos do medalhão central; estes quatro elementos passam a ter então o significado de portas de aproximação e de proteção do centro divino.
O jardim, associado ao paraíso (a palavra deriva do persa antigo pairideieza que significa 'jardim', 'cercado', que originou pardis em persa) dá lugar a um tipo de composição que aparece a partir do século XVII na Pérsia que imita os jardins dos xás, divididos em partes retangulares ou quadradas por alamedas e canais de irrigação (chahar bagh).
Também podem ser encontrados tapetes de tema cinegético: a caça é uma atividade apreciada pelos xás, que requer destreza, força e conhecimento da natureza. Este tema também está associado ao paraíso e às atividades espirituais, uma vez que a caça se desenvolve muitas vezes em uma natureza que pode evocar os jardins do paraíso. O tapete de Mantes, datado da segunda metade do século XVI e conservado no museu do Louvre é um bom exemplo.